Um famoso professor de curso preparatório para concursos públicos dizia que “leva-se mais tempo aprendendo a estudar do que para ser aprovado”. Sábia constatação.
E a nossa intenção,é levar o concursando – que a partir de agora chamaremos de “concurseiro” –a encontrar o “caminho das pedras” de forma mais rápida e eficiente,apenas as palavras essenciais.
Vamos a ele . . .
Antes de qualquer outra providência, devemos ter a certeza do que queremos. É preciso ter alguma afinidade com o atendimento público e o estrito respeito às normas e regulamentos.
Há espaço para iniciativa e criatividade, mas sempre a serviço do que manda a lei.
Se você optou por este caminho, então vamos lá...
Primeira lição: é necessário escolher uma área e especializar-se nela. Tenha foco.
Segunda
lição:
Uma vez escolhido concurso específico, é hora de ler o edital e levantar algumas informações, como escolaridade exigida, local de trabalho, remuneração e, principalmente, a forma de avaliação e as disciplinas exigidas, bem como o peso de cada uma.
Existem três épocas distintas na preparação para um concurso:
- antes do edital;
- com o edital;
- semana da véspera da prova.
Mais adiante, veremos qual a melhor forma de estudar e quais os erros mais
comuns.
Terceira
lição:
Uma vez definidas as disciplinas que serão exigidas em nosso concurso, teremos que praticamente dominá-las. Para isso, é necessário, no mínimo, o seguinte:
- tempo livre para estudar;
- livros próprios de concurso, atualizados (nem apostilas nem livros acadêmicos nem material pirata nem livro de concurso desatualizado);
- cursos com professores “concurseiros”, ou seja, professores focados em concurso público e com didática e que dêem muitas dicas sobre as bancas
examinadoras;
- local próprio para estudo, silencioso, onde não haja desvios de atenção como telefone, crianças, cônjuge, etc.;
- método de estudo correto.
Tempo: se você está totalmente dedicado ao concurso, ótimo. Se você tem outros compromissos dispensáveis, dispense-os e retome-os após sua aprovação no concurso. Se você, como eu, trabalha e não há como dispensar-se do trabalho, pois é o seu sustento, teremos que arrumar algumas horas. E tempo de qualidade, onde estejamos descansados e dispostos. De alguma ou de mais de uma das formas a
seguir virá o seu tempo:
- após o trabalho;
- antes do trabalho, como muitas pessoas já fizeram, dormindo cedo e acordando por volta das 04:00 horas da manhã e estudando até o horário de irem ao trabalho;
- Durante o trabalho, como no meu caso, autônomo, em que estudava várias horas e fazia apenas o trabalho necessário, abrindo mão de alguma renda por isso;
- Em parte do horário de almoço;
- Nos sábados, domingos e feriados.
- Etc.
Pelo que vi e vejo, não há outra alternativa e muito tempo será necessário. O ideal, a meu ver, para quem trabalha, é estudar pelo menos duas horas nos dias úteis e pelo menos dez horas nos finais de
semana. Só isso já dá vinte horas semanais, que, se bem aproveitadas, são suficientes para sua aprovação.
Sinto-me à vontade para entrar num terreno perigoso, o dos números. Em nosso caso, número de horas necessárias, número de meses ou anos de estudo. A primeira pergunta que muitas pessoas gostam de fazer é: em quanto tempo vou passar ? Isso é muito relativo. Eu, em quase quatro anos de preparação. Em parte porque a
dedicação não podia ser integral, por causa do trabalho, e em parte porque eu simplesmente não sabia como planejar o estudo. Outras pessoas passam em alguns meses ou até um ano. Mas uma coisa é certa: para ser aprovado, é necessário ter no mínimo umas mil, mil e quinhentas horas líquidas de estudo.
E o que são horas líquidas ? Imagine que você está estudando entre dez horas da manhã e meio-dia. Neste período de duas horas “brutas”, você falou dez minutos ao telefone, fez duas pausas para tomar água e uma para ir ao banheiro. Conclusão, destas duas horas, você aproveitou, na frente dos livros, uma hora e meia “líquida”.
Local de Estudo: Um lugar silencioso e confortável que não o faça forçar a vista, a coluna e os membros ou qualquer outra parte do corpo, bem iluminado, ventilado, enfim, um lugar em que você sintase bem. Deve ser silencioso, sem ninguém para distrair nem cônjuge, crianças, etc. Pode-se usar um porta-bíblia para não forçar o pescoço.
É interessante, também, ter algumas fotos dos seus futuros projetos, como viagens, carro, casa, cursos futuros, etc., para que você, quando cansar, fique motivado e lembre para que está estudando.
Não estude deitado, fique sentado numa mesa. Não havendo um local assim, procure estudar numa biblioteca ou similares.
Não havendo esta possibilidade é necessário adaptar-se à sua situação de barulho, desconforto, etc., inclusive adquirindo “tapa-ouvidos”.
Método de Estudo: Cada um pode ter uma forma de melhor estudar, mas algumas regras são universais:
- estudar num ambiente silencioso ou, no máximo, com uma música clássica de fundo, com baixo volume, que ajude a manter a concentração, mas nunca com barulho, conversando, sendo interrompido, assistindo a filmes ou televisão;
- desligue o telefone, pager, celular e religue apenas quando acabar;
- intercalar matérias, nunca estudar uma única matéria por mais de duas horas, procurando intercalar uma
matéria de leitura com uma de raciocínio;
- fazer intervalos de cinco minutos a cada hora estudada, para manter um bom rendimento;
- procurar fazer exercícios físicos pelo menos uma hora, três vezes por semana, ainda que uma caminhada, mas preferencialmente algum esporte que já goste como natação, bicicleta, academia, etc.;
- fazer uma grade ou ciclo de estudos e segui-la à risca;
- marcar o tempo exato, do minuto inicial, ao que você parou, depois o que você continua e assim sucessivamente até encerrar; depois faça a somatória e veja quantos minutos de fato você estudou.
Bons estudos!
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